6 fatores que podem causar interferência em um eletrocardiograma

O eletrocardiograma, também conhecido como ECG, passou a fazer parte da prática médica após ser introduzido na área por Willem Einthoven, no ano de 1902. O exame é realizado a partir da colocação de 10 eletrodos no paciente: 2 são colocados nas pernas, 2 nos antebraços próximo aos punhos e 6 na região torácica. Esses eletrodos permitem que 12 ou mais derivações do coração e suas determinadas partes sejam registradas e avaliadas.

Apesar de já ser um tanto quanto antigo, esse exame cardiológico considerado o mais comum, que registra a atividade elétrica do coração quando em repouso e muito importante em uma avaliação do coração, pode estar sujeito a erros no seu resultado.

Para evitar que o resultado de um exame feito em um paciente saia com um resultado precipitadamente errado, continue a sua leitura e confira agora os 6 fatores que podem causar interferência em um eletrocardiograma!

1. Interferências eletromagnéticas

Muitos ainda não sabem, mas justo pelo fato de o corpo humano ser um condutor de eletricidade, ele também funciona como uma espécie de “antena natural”. Dessa forma, o corpo pode captar as variações do campo eletromagnético do ambiente, que geram outras voltagens e essas são captadas pelos eletrodos.

Esses campos eletromagnéticos podem ter as mais variadas origens, como lâmpadas fluorescentes, tomadas, fiação da rede elétrica, antenas de rádio e de TV e até mesmo um celular.

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2. Interferências musculares

Todo músculo ao se contrair ou relaxar gera voltagem, assim como o coração. Como o corpo humano conta com mais de 600 músculos ao todo, os eletrodos podem captar qualquer voltagem que esses músculos geram, causando assim uma interferência no eletrocardiograma.

3. Interferências no próprio eletrodo

Ao colocar um eletrodo sobre a pele, naturalmente surge uma voltagem entre esse eletrodo e a pele. Essa voltagem pode ser bem maior do que a que é gerada pelo coração e acaba muitas vezes somando-se às voltagens que estão presentes no corpo do paciente.

Para minimizar o efeito tanto das interferências causadas pelo contato do eletrodo com a pele, como as outras interferências, indica-se usar um eletrocardiógrafo digital de boa qualidade e assim obter um eletrocardiograma de resultado confiável.

4. Limitações ou defeito no equipamento

Um eletrocardiógrafo deve conseguir captar com precisão e sensibilidade a voltagem que é gerada pela contração e relaxamento do coração e também ser capaz de distinguir essa voltagem das demais captadas pelos eletrodos.

Para realizar esse procedimento, o equipamento costuma contar com o cabo de paciente, amplificador eletrônico de voltagem, conversor analógico-digital, filtro de hardware e um bom software para ser operado.

Caso algum dos elementos ou acessórios desse equipamento venha a falhar ou não possua o desempenho adequado, o eletrocardiograma poderá sofrer alterações e, consequentemente, erros. Tais erros podem ser: apresentar grandes distorções, desaparecer completamente ou ainda gerar distorções bem sutis que possam levar a um diagnóstico incorreto.

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A falta de um revestimento adequado na parte metálica do eletrodo pode também causar interferência, por mais qualidade que tenha o eletrocardiógrafo e seus acessórios.

5. Erros humanos

Os procedimentos necessários para captar um eletrocardiograma não são complicados, entretanto, o cuidado e a atenção são necessários para que pequenos erros não acabem por inviabilizar o processo.

Dentre os erros humanos mais comuns que podem causar interferência em um eletrocardiograma estão: a preparação incorreta da pele do paciente, como o uso do gel inadequado no exame, o posicionamento errado dos eletrodos e a ligação incorreta dos eletrodos ao cabo de paciente.

6. Nervosismo do paciente

O nervosismo do paciente é um dos fatores que pode causar alterações no resultado do eletrocardiograma. Um paciente ansioso, por exemplo, costuma apresentar aumento da frequência cardíaca — taquicardia. Nesse caso, pode-se tentar acalmar o paciente ou então optar por um EGC feito a distância e o laudo on-line na sua clínica, o que pode ser muito eficiente e conveniente para essas situações.

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