As vantagens de utilizar o neuromarketing em seu laboratório

Há muito tempo, o comportamento do consumidor é estudado com afinco. É um dos grandes desafios do marketing, que busca sempre interpretar as ações do cliente para, assim, oferecer a ele o que ele busca. Nesse cenário, o neuromarketing pode ser a resposta para algumas perguntas.

Trata-se de um conceito que usa fundamentos científicos para investigar o papel fundamental que as emoções e os mecanismos cerebrais inconscientes têm na tomada de decisões. Assim, ele obtém respostas neurofisiológicas dos entrevistados, sem verbalização ou expressão escrita.

Ou seja, enquanto a pesquisa convencional tem como base os depoimentos dos entrevistados sobre o que fazem, pensam ou sentem, o neuromarketing analisa medições psicofisiológicas periféricas e centrais (como atividade cerebral, frequência cardíaca, ressonância magnética e resposta galvânica da pele) — aquilo que não é verbalizado.

Decisões inconscientes

Estudos demonstram que 95% das decisões humanas são inconscientes. O especialista Gruppe Nymphenburg, um dos pioneiros do neuromarketing, avalia que 50% das decisões de compra são feitas inconscientemente no ponto de venda em menos de 2,5 segundos.

Isso ocorre pela ação dos marcadores somáticos. Eles se desenvolvem nos 6 primeiros anos de vida, quando o cérebro está menos condicionado e é mais receptivo. Nesse período, dois fatores nos marcam: o sofrimento e o prazer. No futuro, decisões automáticas ou subconscientes serão guiadas para fugir da dor ou buscar o prazer.

Durante o processo de tomada de decisão, há uma maior presença de dopamina no sangue. Quando está sob sua influência, o indivíduo apresenta conduta bem mais consumista. Sabendo disso, é importante conseguir identificar o momento em que o cliente está mais propenso a fechar negócio.

Além da publicidade, o neuromarketing pode ser útil na área de saúde, para fornecedores de bens e serviços, para a indústria de entretenimento ou em campanhas políticas.

Neuromarketing no laboratório

Entender como funciona a mente do paciente ajuda a saber quando ele estará receptivo a ofertas de serviços — e aproveitar que as características do neuromarketing ajudam a atraí-lo e fidelizá-lo. A ideia é que o paciente fique mais aberto a aceitar o tratamento que ele mesmo procura.

O uso do neuromarketing implica uma estratégia relacionada aos cinco sentidos do ser humano: visão, olfato, audição, tato e paladar. Para colocá-la em prática, é preciso pensar nos ambientes — da recepção aos consultórios — em que o paciente é recebido.

A recepção é o cartão de visitas da empresa, pois transmite a primeira impressão. Decore o local para que seja um ambiente agradável. Deixe material de leitura disponível na recepção para que o paciente tenha um momento de relaxamento enquanto aguarda.

Visão

  • Móveis novos e limpos;
  • iluminação que valorize a harmonia e a limpeza do ambiente;
  • quadros e flores;
  • evite ter um relógio a vista (ele pode aumentar a pressa do paciente);
  • uma tela na recepção, transmitindo propagandas do laboratório, ajuda a transmitir a visão, a missão, os valores e a responsabilidade da empresa.

Audição

  • Os colaboradores deve ser capacitados para entender a importância da qualidade do atendimento, da simpatia, da atenção e da gentileza;
  • na hora do orçamento, use palavras simples e não deixe dúvidas. Se algo não ficar claro, as chances de que ele adquira o serviço diminuem;
  • evite reduzir o preço no primeiro pedido do paciente. Isso pode demonstrar insegurança.

Olfato

  • De preferência, tenha um aroma suave e agradável, exclusivo do laboratório;
  • evite usar produtos com odor forte;
  • evite que refeições sejam feitas na recepção.

Paladar

  • Tenha um espaço para que pacientes possam se servir de água, chá ou café. O paladar está diretamente ligado ao afeto.

Tato

  • Deixe na recepção álcool em gel para o paciente sinta as mãos limpas. Nos banheiros, coloque um sabonete sedoso que deixe as mãos hidratadas.

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