Como garantir a segurança de dados na telemedicina?

Diante dos inúmeros avanços tecnológicos da comunicação, o setor saúde não poderia ficar de fora e, com isso, observamos o crescimento acelerado da telemedicina. Essa forma de prática médica é definida pelo uso de meios de telecomunicação para a prestação de atendimento, promoção da saúde, tratamento, troca de informações entre médicos e também para diversas pesquisas em saúde.

Entretanto, ao observar os diferentes tipos de serviços oferecidos pela telemedicina, um fator que ainda gera receio e rejeição quanto ao serviço é a dúvida quanto à confiabilidade. A segurança de dados na telemedicina tem sido questionada desde o seu surgimento, principalmente por opositores que acreditam que a telemedicina é uma ameaça ao tradicional modelo de relação entre médico e paciente.

Visando esclarecer esses questionamentos, pontuamos, neste post, algumas práticas de segurança em telemedicina para que você possa usufruir dos benefícios dessa novidade. Confira a seguir!

Os princípios da prática da telemedicina

O Conselho Federal de Medicina (CFM), na sua resolução nº 1643 de agosto de 2002, define e disciplina a prestação de serviços por meio da telemedicina. No artigo 2°, registra que os serviços deverão contar com uma infraestrutura apropriada e obedecer às normas do CFM, no que diz respeito ao arquivamento, manipulação e transmissão de dados, privacidade, confidencialidade e garantia do sigilo por parte do médico.

Resoluções mais recentes e específicas como a de nº 2107 de setembro de 2014, também reforçam a segurança na telemedicina, no caso, na telerradiologia. A presença de resoluções e normas que regulamentem o serviço são fundamentais para a garantia de que o serviço possa ser confiável.

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Segurança de dados na telemedicina: criptografia

Termo muito difundido após atualizações do aplicativo Whatsapp, a criptografia é um recurso que garante o sigilo das informações que circulam na rede. Esse recurso é também utilizado nos sistemas de telemedicina e garante que quaisquer dados do paciente sejam protegidos de hackers ou terceiros que queiram acessar informações.

Garantias de segurança

Conhecer normas, regulações e ferramentas que visam a segurança da prática da telemedicina não garante que os sistemas utilizados sejam, de fato, seguros. Sabendo dessa necessidade o CFM, em convênio com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), criaram a Certificação Digital e a Certificação de Software que estão em vigência desde 2002.

Certificação Digital

O certificado digital é um arquivo que identifica a pessoa (seja ela física ou jurídica) no mundo digital. Portanto, tem como objetivo garantir uma comunicação segura entre dois sistemas por meio da criptografia, e validar a assinatura eletrônica de documentos como prontuários e laudos, por exemplo.

No Brasil foi instituído um modelo padrão para garantir a autenticidade e integridade, chamado ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira). Apenas esse padrão garante ao documento eletrônico a validade jurídica, ética e legal.

Certificação de Software

O receio quanto à segurança das informações sobre a saúde dos pacientes foi o que motivou a criação de requisitos mínimos e obrigatórios para a garantia do sigilo dessas informações.

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A partir de um processo de auditoria, o sistema utilizado para usufruir dos benefícios da telemedicina é avaliado, segundo a sua categoria de sistema, para depois ser classificado em dois níveis distintos de garantia de segurança e só então receber o selo da certificação.

Meios para garantir a segurança de dados na telemedicina é o que não faltam! Ainda está com dúvidas? Oferecemos serviços de laudo a distância, com especialistas que atuam na telemedicina. Entre em contato conosco e tire suas dúvidas!

1 responder
  1. Elber Carneiro
    Elber Carneiro says:

    Excelente artigo, estou fazendo meu TCC para graduar-me e me encantei no conjunto de tecnologia e medicina.

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