Como utilizar a telemedicina em comunidades carentes?

Como utilizar a telemedicina em comunidades carentes?

A telemedicina em comunidades carentes parece algo inatingível, mas com os avanços tecnológicos e a persistência da equipe de saúde, atualmente é possível contar com mais essa estratégia clínica.

Essa ferramenta pode ser desenvolvida tanto nas unidades básicas quanto em hospitais gerais que atendem pelo Sistema Único de Saúde — basta apenas um pouco de iniciativa por parte dos gestores, comprometimento dos profissionais e sistemas informatizados.

A telemedicina pode ser conceituada como o envio de informações clínicas por meio da tecnologia para locais onde a distância é um fator impeditivo. Englobam, nessas práticas, as aulas de videoconferência, o atendimento virtual com médicos especialistas, o envio de laudos on-line, dentre outras possibilidades.

Por isso, caso você tenha interesse em implantar a telemedicina em comunidades carentes e acha isso inacessível, acompanhe este post e veja como é possível executar essa prática.

Comece com práticas de baixo custo

Os recursos necessários para implantar algumas práticas de telemedicina são computadores com acesso à internet — itens comuns em instituições de saúde.

Por isso, o fundamental é reunir a equipe clínica da instituição, comunicar a proposta mais condizente às condições do local e a disponibilidade dos profissionais. Invista inicialmente em cursos de capacitação a distância sobre temas clínicos atuais e importantes.

Em seguida, verifique a possibilidade de implantação de outros programas compatíveis com a capacidade dos computadores da instituição, tais como a integração dos dados clínicos dos pacientes, a inserção de laudos on-line, dentre outros.

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Pesquise sobre iniciativas já implantadas

Com o incentivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, parceria com instituições renomadas além da possibilidade de garantir assistência de qualidade à população carente, diversos estudos estão surgindo sobre a telemedicina.

Um deles foi a parceria entre o governo do Rio Grande do Norte e pesquisadores da Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Trata-se de um programa instalado em telefones celulares que envia informações audiológicas aos médicos especialistas.

Depois da análise dos dados enviados e de um questionário de diagnóstico, os especialistas enviam um laudo sobre o testes da orelhinha. Essa iniciativa vem sendo chamada de aplicativos sociais devido ao seu caráter benéfico.

Outro estudo relevante da telemedicina é a consulta virtual de pacientes que residem em áreas distantes geograficamente dos centros urbanos. O projeto piloto foi implantado em duas cidades de Sergipe e obteve resultados interessantes.

Essa prática é feita por meio da videoconferência, em que os médicos analisam os pacientes a distância enquanto outros profissionais aferem os dados vitais.

Avalie os desafios existentes

Iniciar qualquer inovação já é um desafio. Quando ela vem acompanhada de elevados investimentos financeiro, alta tecnologia e engajamento dos profissionais envolvidos, essa atividade pode desencorajar muitas pessoas.

A inserção da telemedicina implica em firmar parcerias e convênios, solicitar investimentos do governo ou aplicar recursos próprios. Além disso, deve ser pensada no espaço destinado a essa prática, no recurso de informática e na contratação de funcionários.

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A telemedicina em comunidades carentes pode ser mais que uma ação voluntária. É preciso ter planejamento, investimento e comprometimento de todos os envolvidos. Porém, seus resultados clínicos são promissores, e os exemplos práticos mencionados é a prova que é possível trabalhar com poucos recursos e muita disposição.

Por isso, se você quer se engajar nessa nova tendência, terá resultados promissores onde quer que você faça sua implantação. Então, aproveite e entenda mais sobre a telemedicina, baixando gratuitamente nosso e-book intitulado Telemedicina: tudo sobre essa nova tecnologia.

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