É seguro disponibilizar diagnósticos a distância?

Com o avanço da tecnologia em vários setores, também é importante considerar seu uso na área da saúde. Nesse caso, a telemedicina já é uma realidade em muitas clínicas e laboratórios, destacando-se por agilizar os diagnósticos a distância.

Estudos do instituto de pesquisa BCC Research revelaram que esse mercado foi avaliado em 11,6 bilhões de dólares no ano de 2011 e ainda tem potencial para alcançar mais que o dobro em investimentos no mundo todo.

Mas por não serem tão comuns quanto a estrutura tradicional (médico e paciente no consultório), os diagnósticos a distância ainda geram certa desconfiança. Pensando nisso, neste post explicaremos porque esse trabalho gera benefícios para todos os envolvidos e como funciona na prática. Acompanhe!

Vantagens da utilização dos diagnósticos a distância

Sabemos que milhares de pacientes ainda sofrem com a demora na realização de exames laboratoriais e de imagem. Além disso, muitas vezes é necessário que eles se desloquem de uma cidade à outra para fazer esses exames.

É por isso que a tecnologia é uma grande aliada do diagnóstico a distância, uma vez que o armazenamento de imagens, prescrições e demais registros clínicos podem ser feitos em um servidor remoto.

Desse modo, profissionais especializados de grandes centros urbanos podem emitir laudos para hospitais e centros de diagnóstico sediados em regiões mais afastadas. O serviço é oferecido a um custo muito menor e sem que os pacientes tenham que se deslocar do município onde moram. Além disso, a probabilidade de acontecer erros médicos diminui.

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Os custos para as instituições de saúde também são baixos, já que os profissionais podem trabalhar com as imagens geradas a distância e emitir laudos de forma rápida e precisa de qualquer local com acesso à internet.

Assim, o serviço passa a ser integrado, pois não há necessidade de se aumentar a estrutura física das instituições nem o número de colaboradores. Isso resulta no aumento do número de procedimentos e o atendimento de mais pacientes.

Um exemplo a ser seguido

Em Manaus, a prática do diagnóstico por imagem já é realizada para tratar doenças oftalmológicas. O trabalho está sendo executado pelo programa de telemedicina da Secretaria de Saúde do Amazonas, que é custeado pelo Ministério da Saúde.

Os pacientes fazem o exame num equipamento chamado de retinógrafo, que foi instalado no Hospital Universitário Getúlio Vargas. O exame é acompanhado a distância por centros de referência do país nessa área, inicialmente no núcleo de Goiás.

Por meio do equipamento, é realizada uma fotografia panorâmica de até 270 graus da retina do paciente. As imagens são enviadas pela internet para serem examinadas. De acordo com o secretário de saúde da cidade, a ideia é levar o programa também para municípios do interior.

O diagnóstico por imagem é extremamente estratégico para a região amazônica, em que as pessoas têm que se deslocar de áreas distantes — e muitas vezes não conseguem pelo fato de a locomoção ser muito cara.

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A telemedicina não é feita apenas com recursos tecnológicos. Ela é bem ampla e abrange também o primeiro contato entre médico e paciente, a investigação e o descobrimento do diagnóstico, resultando na análise de imagens até chegar ao tratamento clínico a distância.

No Brasil, essa realidade ainda é um pouco distante. Mas pode-se perceber que é possível usar os meios tecnológicos e os diagnósticos a distância para melhorar a eficiência dos serviços prestados na área da saúde e garantir uma melhor qualidade de vida à população.

Gostou deste conteúdo? Então confira as vantagens de disponibilizar on-line o resultado de exames!

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