Telecirurgia: descubra o futuro das cirurgias a distância

Cirurgias a distância, realizadas com o auxílio de tecnologias de telecomunicações e robôs, podem parecer algo futurístico, porém, elas já existem há algumas décadas. A primeira cirurgia robótica por teleconferência foi realizada em 1989. Nove anos depois, em 1998, um médico localizado nos Estados Unidos realizou — com o auxílio de robôs — uma cirurgia na Áustria.

No Brasil, a técnica foi experimentada em 2000, quando um médico também dos Estados Unidos comandou um robô para solucionar um caso de varicocele (varizes na bolsa escrotal).

Ainda assim, o conceito de telecirurgia é pouco conhecido, assim como as técnicas e as vantagens de optar por uma operação desse tipo. Por isso, vamos explicar a seguir um pouco mais sobre o tema. Acompanhe!

O que é uma telecirurgia?

A telecirurgia é um serviço possível graças a telemedicina, que proporciona o atendimento de saúde remoto (ou a distância) por meio da realização de consultas, exames e até cirurgias.

Ela é, portanto, uma cirurgia realizada ou monitorada por um médico que não está no mesmo local que o paciente, o que é possível devido ao uso de tecnologias como o telefone, a internet, a transmissão de vídeos e dados on-line, e robôs.

Uma telecirurgia pode ser feita de diferentes maneiras. Um ou mais cirurgiões especialistas em um tipo de procedimento podem, por exemplo, acompanhar a cirurgia por teleconferência, respondendo dúvidas ou dando sugestões quando necessário.

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O(s) profissional(ais) podem ainda orientar toda a realização do procedimento, dando o passo a passo para um cirurgião não especialista, ou então comandar por meio de controles os robôs que vão realizar a cirurgia (nesses casos, há uma equipe médica junto ao paciente, não apenas o robô).

Foi esse último tipo de telecirurgia que foi testada no Brasil no ano 2000. O paciente que tinha varicocele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, acompanhado por uma equipe médica.

O médico que de fato realizou a cirurgia, o urologista Louis Kavussi, estava no Hospital John Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos. De lá, ele comandou o robô que manipulou o instrumento (laparoscópio) para a realização da videolaparoscopia necessária para a solução do problema.

Quais são as vantagens da telecirurgia?

Em casos em que o paciente precisa de um atendimento especializado mas não tem condições de saúde ou financeiras para ser levado até um cirurgião especialista, a telecirurgia possibilita que ele tenha acesso ao procedimento de que precisa sem que ele ou o médico precisem sair do lugar.

Isso representa uma vantagem ainda maior para locais remotos e de difícil acesso, para onde os aparelhos necessários para a realização de telecirurgias podem ser enviados, beneficiando diversas pessoas. Isso representa maior segurança, inclusive, para aqueles que estão em missões em alto-mar, em locais como a Antártida ou até no espaço.

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A telecirurgia também pode funcionar como recurso pedagógico, facilitando o acesso de estudantes de qualquer lugar do mundo ao conhecimento de especialistas. Dessa forma, os futuros cirurgiões podem aprender operações complexas ou aprofundar técnicas. Além disso, as cirurgias realizadas com o auxílio de robôs têm maior precisão, o que diminui chances de erros.

Outra questão é que as telecirurgias têm como um dos seus objetivos desenvolver e trabalhar com técnicas cada vez menos invasivas, para minimizar os riscos envolvidos, principalmente considerando que é difícil prever algumas reações do paciente ao procedimento (uma queda de pressão ou batimentos, por exemplo).

Há questões a serem resolvidas no âmbito das telecirurgias?

No âmbito técnico, é preciso que a troca de informações seja sempre veloz e confiável, por isso, é necessário investir em conexões e equipamentos de alta qualidade.

Outra questão é que, mesmo que o cirurgião responsável esteja em outro local, a cirurgia não pode ser realizada sem a presença de um anestesista, de um cirurgião secundário (que deverá assumir o procedimento caso algo inesperado aconteça) e uma equipe médica.

Assim, em um local remoto, a telecirurgia também só será possível se houver uma equipe disponível. No âmbito ético, ainda há discussões acerca de responsabilidade caso algo dê errado.

Agora que você já aprendeu mais sobre as telecirurgias e a importância desse procedimento para a medicina, aproveite e baixe nosso e-book Telemedicina: tudo o que você precisa saber sobre essa nova tecnologia!

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